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DESARRUMANDO
AS MALAS SUN
CITY – AFRICA DO SUL
Por:
Ricardo Giannini
Fotos: Divulgação e Ricardo Giannini
A
Natureza é sempre muito pródiga em nos brindar com incríveis
maravilhas, mas o ser humano, por vezes, exagera e quase, quase mesmo, cria
obras tão surpreendentes quanto monumentais.
"THE LOST CITY AT SUN CITY" – a cidade perdida em Sun City
– África do Sul, é um desses casos. Magnífica,
surpreendente, luxuosa, incrível, espantosa e monumental. Você
pode escolher outros adjetivos e ainda será difícil descrevê-la.
Só indo lá para sentir seu impacto.
The Lost City é um complexo de lazer construído ao longo de
28 meses e inaugurado em Dezembro de 1992 e faz parte do conjunto de resorts
e diversões de Sun City. O custo total da obra superou os US$280 milhões,
na época.
A partir de Johannesburg, são cerca de duas horas e meia de carro,
por estradas de boa qualidade, com paisagens variadas, cruzando a Pretoria
e por algumas áreas mineradoras. O choque fica por conta do violento
contraste entre a pobreza e o luxo extremo.
Luxo que começa nos portões de entrada de Sun City, que abriga
o magnífico "The Palace", um dos poucos hotéis seis,
isto mesmo, seis estrelas do mundo! E vou te contar, vale cada uma delas.

A
entrada do hotel é suntuosa, como deve ser a entrada de um genuíno
palácio; no hall da recepção, o pé direito de
mais de oito metros com gigantescas portas impõe respeito, sem falar
na linda escultura em bronze, de Daniel de Jager, logo no pátio de
acesso, retratando um leopardo em caça a um bando de antílopes
(até parece ouro!)
Como Deus e a sorte me beneficiaram, tive a oportunidade única de passar
um final de semana no "The Palace" e curtir as possibilidades de
Sun City. Devo dizer que precisaria de ao menos mais uns dez dias para aproveitar
tudo...a bem da verdade, bem que poderia ficar uma longa temporada por lá!
Afinal, quem não quer ser tratado como um verdadeiro rei, circundado
por um ambiente incrivelmente bucólico, que nem parece criado pela
mão humana.


No
complexo de Sun City e The Lost City, podemos encontrar praia artificial com
ondas, lagos, reservas com animais selvagens (os cinco grandes da África,
entre outros, estão ali), florestas artificiais, cascatas e muito mais.
Para os menos chegados em natureza, existem os prazeres tipicamente urbanos:
cassino, inúmeros restaurantes, teatro, cinemas, campos de golfe (Gary
Player e Lost City - 18 buracos), centro de diversões e cavalariça,
entre outros.
Se você acha que a diária do "The Palace" foge ao seu
plano de despesas, existem outros três hotéis (categorias de
quatro estrelas a turismo), bem mais acessíveis, com a vantagem de
que você pode freqüentar boa parte do complexo, exceto a área
reservada das piscinas do "The Palace".
Há ainda a opção, muito usada, de apenas passar o dia
no complexo, comprando as entradas nos portões de acesso a Sun City;
com elas pode-se freqüentar a praia artificial, o Waterworld (mundo aquático)
e outras facilidades.


Mas
vamos voltar ao suntuoso palácio; cada setor do hotel tem seu tema
dedicado a um dos cinco grandes animais da África; são 338 majestosos
quartos, cujas portas foram unicamente esculpidas. Se você quiser exagerar,
pode ficar na Suíte Real.
Imagine-se tomando café numa varanda com pé direito de mais
de quatro metros, olhando para uma floresta, com cascatas e um ou outro bichinho
ou pássaro exótico (que tal, cisnes negros?), dando um palhinha
pra você. Isto é o café da manha no "The Palace"!
Saindo do café, vai ficar difícil escolher o que fazer, entre
tantas atividades, mas minha opção foi sair caminhando do hotel
por entre as piscinas em direção à praia para encarar
um solzinho e algumas ondas, isto mesmo, ondas artificiais com até
2 metros, que favorecem a um surfe, sem exagero.

Até
chegar na praia, passei pelos jardins do palácio, onde se encontram
a Arena Real (imitação de um teatro de arena grego), os Banhos
Reais (linda piscina circular, circundada por colunas e afrescos, com variados
motivos), uma imensa escadaria que cruza a floresta e termina nos acessos
à praia. Neste ponto começa a área comum para todos.
Eu
falei praia, não foi? Pois é, não é simplesmente
isto, é um conjunto de atrações, como um reino mágico;
tem várias piscinas, trilhas pelas florestas, tobogãs, o Templo
da Coragem, ilhotas e a Montanha da Aventura; muita diversão para todas
as idades. Se você for solteiro ou descasado, também é
uma ótima praia para uma investida, apesar de que eu pessoalmente recomendo
o Waterworld e as piscinas do Sun City Cabanas ou do Cascades, onde a freqüência
é muito melhor (e isto vale para meninos e meninas), tem música
ao vivo, barzinho e muita descontração.
A tal caminhada pode levar o dia todo e este foi meu caso; a parada para almoço
foi no Cascades

Aliás,
se você é chegado em acepipes (forma arcaica de designar "comidinhas"),
o complexo oferece de tudo um pouco; você pode comer carne de caça,
peixes, massas e muito mais; pode escolher um dos restaurantes dos hotéis
ou as várias opções, inclusive fast-food, no centro de
diversões, onde se aloja o cassino. Os preços são razoáveis,
diferente do que se poderia esperar num lugar destes.
De volta à nossa caminhada, seguipara o campo de golfe Gary Player
só para espiar, afinal sou um quase péssimo jogador, daqueles
que participam para alegrar os normalmente perdedores.
Segui
caminhando pelos demais hotéis, sempre com aquela parada estratégica
nas piscinas para um drinque, uma conversinha, que corre fácil (incrível
como gente em férias nestes lugares tem cara de feliz e gosta de bate-papo),
terminando no Waterworld, onde se pode passear de jet-ski, paraglider e todas
aquelas coisas aquáticas típicas.
Já era quase noite e ninguém tinha a menor disposição
e energia para voltar ao "The Palace" que, por sinal, fica do outro
lado da propriedade; problema nenhum, pegamos o "skytrain", como
o próprio nome diz, trem aéreo, que passa por todo complexo,
de volta para casa (e que casa).
Suntuoso e real banho de banheira ornada com magníficos metais, sais
de banho, com direito a robes e todos os confortos típicos dos bons
hotéis.
Um descanso de uma hora ... e vamos para a noite!

Começa
então uma nova jornada em Sun City e The Lost City; você pode
escolher entre programas noturnos mais do que familiares, tipo fliperama e
pizza, até cassino, show e noitada (se der sorte pode estar rolando
alguma festa por lá).
De qualquer forma, normalmente há shows no palco próximo ao
cassino ou pode-se optar por uma das casas noturnas (pura balada!) na área
central do complexo de entretenimento e aí é deixar rolar!
Você define seu horário, mas não vá achando que
vai poder virar a noite, porque as baladas por lá costumam terminar
por volta de duas da manha, "no más".
No dia seguinte, você pode curtir a ressaca nas piscinas do "The
Palace", sendo servido muito solícita e alegremente pelo simpático
grupo de garçons do hotel; se você tiver no maior gás,
pode fazer como eu e encarar o passeio pela reserva, com direito a safári
fotográfico, muito legal. Eu tive a sorte de ver hipopótamos,
rinocerontes, leões, antílopes e outros tantos bichos. ALERTA!
Ninguém estará vigiando, mas mesmo assim evite sair do carro,
porque os bichinhos são selvagens mesmo, por isso acidentes podem acontecer
e você pode acabar virando o prato do dia, ou na melhor das hipóteses,
ser premiado com uma colisão de rinoceronte no seu veiculo, sem falar
nos volúveis elefantes. É ver para crer! Aconselho este passeio,
vale a pena.

Bom,
isto é apenas uma pequena amostra desta maravilha que é Sun
City, The Lost City e o The Palace.
Vá mesmo e já que estará na África do Sul, não
deixe de visitar Johannesburg (ponto de entrada dos vôos do Brasil)
e minha predileta, Capetown (Cidade do Cabo), algo tipo a rixa São
Paulo-Rio, onde Cape leva a melhor (na minha singela opinião), mas
isto é papo para outra vez.
O PALACIO DA CIDADE PERDIDA
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