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| PESSOAS DO MUNDO Almir das Cocadas |
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Reportagem e texto: Danielle Giannini / Fotos: William Silveira FORRÓ, FARRA E COCADA Verão. Fim de tarde. Areia morna. Maré vazando. A Praia Grande, em Ubatuba, ainda está cheia e lá vem ele com sua corneta escandalosa para avisar a todos que é hora de comer uma das cocadas “light-diet”, como o próprio diz, que passeiam em sua bandeja branca. É o Sassá que vem chegando, alegre, cheio de assuntos para conversar; é só sorriso este homem. Só que desta vez, cocadas brancas e morenas dividem espaço com uma pilha de CDs. Finalmente Sassá conseguiu realizar seu sonho, gravou suas músicas e está feliz da vida na sua função de fazer propaganda, de guarda-sol em guarda-sol, do novo trabalho. Agora Sassá é Almir das Cocadas, o cantador do forró sertanejo que vive de vender cocadas, cantar e sorrir para absolutamente todas as pessoas. |
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Quem freqüenta
as praias mais movimentadas de Ubatuba, como a Praia Grande, o Tenório
ou as Toninhas, já está acostumado com as visitas de Almir
das Cocadas. Não tem como não reparar porque ele pára
e conversa com todos, abraça os turistas conhecidos, os quais conhece
pelo nome, oferece um pedacinho da cocada, canta e dança com coreografia
de artista famoso. Já gravou dois CDs, enfrentando as dificuldades
com um humor inigualável, e já está preparando o
repertório para o próximo. Só mesmo com muita obstinação é que Almir Pereira está conseguindo ficar conhecido pelas suas músicas. Irmão caçula de uma família de 14 filhos, acalentava o sonho de ser cantor desde menino, mas sequer tinha dinheiro para comprar um violão. Daquela época, ele recorda que costumava pegar gomos de taquara pelas ruas e improvisava uma violinha que não emitia nenhum som. Não se deixou frustar. Um pouco mais crescido, deixou o Norte e foi tentar a vida no Espírito Santo. Chegando lá, pediu um violão para seu patrão, que duvidou que Almir fosse realmente aprender a tocar o instrumento. Estava enganado |
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Ele
não só aprendeu como também ganhou um violão
do patrão. “Aprendi sozinho, sem ninguém ensinar nada,
comprei um método, comecei a tocar e me desenvolver”, conta
vitorioso. Passado um tempo, um irmão também comprou um
violão e os dois montaram uma dupla chamada “Os Manitos Mineiros”,
ainda que não tivessem nascido em Minas Gerais. “Era muito
bom, onde a gente tocava, todo mundo gostava”, relembra Sassá
às gargalhadas. O irmão desistiu logo da empreitada, mas
Almir continuou firme no seu desejo de virar artista de sucesso. Já
vivendo em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, teve que trabalhar
duro para ganhar a vida, primeiro como pedreiro, mas não gostou
muito: “vi que o negócio era muito pesado, vi que eu não
agüentava, então resolvi encontrar um negócio mais
fácil, fui trabalhar como marceneiro por um bom tempo e cansei”,
conta Almir, que ainda alimentava o sonho de seguir a carreira artística.
Foi então que resolveu vender cocadas na praia, atualmente seu
principal “ganha-pão”. Foi assim que Sassá virou
Almir das Cocadas, cantor. Graças ao seu jeito expansivo, anunciou
aos quatro ventos que queria gravar um disco, isto é, sempre que
vendia uma cocada, aproveitava para falar das suas músicas. A estratégia
deu certo; em 1999, conheceu um rapaz na praia que apostou no seu talento
e bancou a produção de um CD com quatro músicas.
“Eu nunca tinha entrado em um estúdio”, comenta com
os olhos brilhando de alegria. Ele mesmo tratou de divulgar e distribuir
cópias do CD nas rádios e recebeu elogios principalmente
em razão da música “Dança do Jumento”,
bastante tocada na época, com a qual começou a ficar conhecido
na região. Não tardou para encontrar outra pessoa que o
ajudaria, e novamente na areia da praia. Era um produtor que estava levando
uma dupla de cantores de Goiás para tocar em Ubatuba e queria que
Almir das Cocadas subisse no palco com eles para se apresentar. |
“Eu
fui no show deles, Júlio César e Juliano, fui muito bem
tratado, cantei minhas músicas. Um rapaz que veio com eles tinha
uma gravadora e resolveu dar uma força para eu gravar outro CD”.
Foi a sorte de Sassá, que conseguiu fazer um novo disco com 11
músicas, incluindo o sucesso anterior “A Dança do
Jumento”. Vendeu mil e 200 cópias nas lojas do ramo e na
praia, junto com as cocadas. Ninguém podia resistir à simpatia
do vendedor performático que tocava corneta, cantava e dançava
para os turistas. Hoje Almir faz sucesso com suas músicas e continua
fazendo cocadas deliciosas, pensa até no repertório para
o novo CD e está à procura de um novo produtor. Enquanto
isso, nos intervalos entre um show e outro, Sassá desfila pelas
praias com sua corneta e bandeja de cocadas, feliz da vida quando alguém
pede para ele cantar. Por tudo isso, Almir tem toda razão: a dança
do sucesso é a Dança do Jumento. |
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| Não
resta dúvida, contratar um show de Almir das
Cocadas
e sua Banda é forró é farra na certa. Componentes: Bateria – Henrique Contra-baixo – Toim Guitarra – Irajá Teclado – Geraldo Triângulo – Nilce Vocal – Almir das Cocadas Contato:
(0xx12) 9767-1068 |
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