Lugaresdomundo.com
recomenda um site pra lá de interessante para quem é morto de
curiosidade de saber o significado dos nomes das ruas de São Paulo.
Nomes próprios, palavras indígenas, termos relacionados a artes
plásticas, astronomia, botânica, cinema, folclore, geografia,
história, música, zoologia, entre outros, povoam as placas que
dão nomes às ruas da capital. E para todos esses nomes há
uma explicação. No site www.dicionarioderuas.com.br, é
possível pesquisar os nomes dos logradouros, alguns deles surpreendentes,
seja por revelarem episódios significativos da história da cidade
ou do próprio Brasil, seja por oferecerem pistas relevantes da antiga
geografia de São Paulo. É possível descobrir finalmente
quem foi aquele conde ou visconde cujo nome faz parte de muitos endereços.
Tudo isso saiu de um Banco de Nomes, e haja criatividade para nomear tanta
rua, em uma cidade que não pára de crescer rapidamente.



Os
nomes permitem que nos situemos nessa metrópole e graças a eles
conseguimos chegar a qualquer lugar. Mas não foi sempre assim. Após
a fundação de São Paulo no dia 25 de janeiro de 1554
(a cidade recebeu este nome por ser o dia dedicado à homenagem ao apóstolo
Paulo) e por cerca de 250 anos, a própria população atribuía
os nomes às ruas de acordo com a geografia local, a existência
de uma igreja ou de um morador conhecido. Por isso é que, tendo a cidade
nascido em torno de uma capela construída pelos padres jesuítas
(misto de igreja e escola de catequização para as crianças
indígenas), o primeiro logradouro público recebeu o nome de
Pátio do Colégio, situado em frente ao edifício ali existente
até hoje.
Com
o passar do tempo, outras ruas e travessas, becos e largos foram abertos e
denominados pelos paulistanos como. "... pegado com Pedro Taques"
"... junto à casa da Fundição", "... junto
aos muros dos frades de São Francisco", "... defronte do
Colégio", "... defronte do pelourinho", ou "...
defronte a Cadeia". Assim mesmo, sem número, sem placas,
já que a cidade era minúscula. A identificação
das ruas melhorou em pouco tempo e passou a ser mais específica: "a
travessa que vai para as casas do defunto dom Simão", "a
rua defronte de João Paes", "a rua em que mora Marcellino
Camargo", "a rua em que tem casas Francisco Furtado".
Somente a partir de 1809, por interferência da chegada da família
real portuguesa em 1808, é que começaram a ser registradas as
denominações das ruas em placas e numeradas as casas. O principal
motivo para isso foi a necessidade de viabilizar a cobrança de impostos
exigida por D. João VI
Já
no século XX, tendo a cidade crescido muito e descontroladamente,
a prefeitura deparou-se com um problema: a proliferação de
loteamentos e a conseqüente abertura de ruas sem qualquer reconhecimento
por parte da municipalidade. Resolvida esta questão, agora é
possível descobrir o significado dos nomes dos logradouros graças
ao Arquivo Histórico Municipal Washington Luis, órgão
responsável pela guarda permanente, conservação, organização
e disponibilização dos documentos produzidos pela administração
pública municipal considerados de valor histórico, entre eles
o Cadastro dos Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo.
O DPH, com apoio da Plamarc, disponibiliza à população
seu arquivo com dados sobre os nomes das ruas, praças e avenidas
de São Paulo. As informações poderão ser obtidas
no site www.dicionarioderuas.com.br ou na Divisão do Arquivo Histórico,
que fica na Praça Coronel Fernando Prestes, 152 - Bom Retiro (Metrô
Tiradentes). Tel:
(11) 3326-1010 ramal 2039 / 2040.

Alguns
nomes curiosos que lugaresdomundo.com selecionou:
Pátio do Colégio – “Foi no Pátio
do Colégio que São Paulo foi fundada no dia 25/01/1554. Nesse
local, os Jesuítas construíram sua igreja e um colégio
para catequizar os índios. Primeiro local a ser ocupado pelos colonizadores,
o Pátio é o nosso mais antigo logradouro. Além de ter
abrigado a primeira construção da cidade, o Pátio serviu
também como primeiro cemitério. Ali foi erigido o primeiro teatro
da cidade, a "Casa da Ópera", onde D. Pedro I foi homenageado
logo após ter proclamado a Independência no dia 07 de Setembro
de 1822.
Rua
Anchieta – ao completarem 300 anos da morte do Padre Anchieta,
a Câmara Municipal alterou a denominação da rua do Páto
do Colégio para "Rua Anchieta". Padre José de Anchieta
nasceu na Espanha em 1534 e ingressou na Companhia de Jesus com apenas 17
anos de idade, tendo viajado para o Brasil em 1553 na esquadra do Governador
Geral Duarte da Costa. Em 1554, junto com outros jesuítas, subiu a
Serra do Mar e fundou o Colégio de Piratininga, cuja primeira missa
foi realizada no dia 25/01/1554 (data da fundação de São
Paulo). Compôs uma gramática da língua Tupi e traduziu
o catecismo para essa língua. Além de educador, fundou em São
Paulo os aldeamentos de Ibirapuera, Pinheiros, Carapicuíba e Itaquaquecetuba.
Desenvolveu também inúmeros trabalhos no litoral de São
Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Pernambuco e Espírito Santo.
Avenida
da Aclimação - Aclimação era a denominação
dada a um parque, formado pelo Dr. Carlos Botelho e destinado a estudos de
zootecnia. No local, foram feitas inúmeras exposições
de gado, aclimados em São Paulo. O Dr. Carlos José Botelho nasceu
em Piracicaba, SP, em 1855, formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro, foi secretário da Agricultura em São Paulo de 1904
a 1908. Nesse cargo, introduziu da cultura do arroz pelo sistema de irrigação,
criou o Posto Zootécnico e foi responsável pela importação
de animais reprodutores, além da criação da Agência
Oficial de Colonização, saneamento da cidade de Santos, abastecimento
de água da Capital Paulista, etc. Os núcleos de colonização
Nova Europa, Nova-Odessa, Jorge Tibiriçá, Nova Paulicéa
e Gavião-Peixoto foram criadas com os seus esforços. Foi o primeiro
diretor clínico da Santa Casa, de 1891 a 1894. Faleceu em 20 de março
de 1947.

Rua
dos Estudantes – O nome faz referência às antigas
e afamadas Repúblicas de Estudantes existentes não só
nessa rua, como em quase todo o bairro da Liberdade. Um dos moradores mais
ilustres da rua foi o poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo
(1831-1852), que viveu ali durante os quatro anos em que estudou Direito na
faculdade do Largo São Francisco. Os poetas da segunda geração
romântica, da qual fazia parte, caracterizavam-se pelo pessimismo diante
da vida e sentimento de inadequação à realidade, levavam
uma vida desregrada, dividida entre os estudos acadêmicos, o ócio,
os casos amorosos e leitura de obras literárias como as de Musset e
Lord Byron, cujo estilo de vida imitava – era o espírito do “mal
do século”, que se traduzia pelo apego aos vícios, bebidas,
atração pela noite e pela morte, além do interesse por
temas macabros e satânicos. Escreveu a Lira dos Vinte Anos, Noite na
Taverna, Macário.

Rua
dos Trilhos – nome de origem popular que aparece pela primeira
vez em mapas no ano de 1914. Este nome tem sua explicação baseado
no fato de que esta rua teve sua origem no leito de um antigo ramal da Estrada
de Ferro Santos/Jundiaí, que levava ao antigo Hipódromo existente
na região. No mapa da cidade de São Paulo do ano de 1895, pode-se
observar essa antiga Estrada de Ferro (hoje Rua dos Trilhos) com o nome de
"Estrada de Ferro para o Hypodrómo".
Viaduto
do Chá - Essa denominação lembra o cultivo do
chá em São Paulo e, principalmente, o morro do Chá, situado
em terrenos onde se encontram o Teatro Municipal e prédios adjacentes.
Foi planejado por Jules Martin em 1879, mas foi inaugurado somente em 6 de
novembro de 1892. A demora no início das obras decorreu da teimosia
do barão de Tatuí, que se negava a permitir a demolição
do seu sobrado senhorial, que era situado na esquina da rua Líbero
Badaró com a atual praça do Patriarca. Vencida a resistência
do barão, foram os trabalhos iniciados em 1888. A armação
metálica foi encomendada na Alemanha, em Duisburg. Tinha 240 metros
de comprimento, por 14 de largura. Inaugurado esse primitivo viaduto do Chá,
cobrava-se três vinténs de pedágio para quem desejasse
atravessá-lo. Havia no centro um grande portão que se fechava
à noite. A cidade era pacata, pois ninguém queria trafegar depois
das dez horas por ali. O nome de viaduto do chá provém da existência,
no vale do Anhangabaú, de uma plantação de chá,
na vasta chácara do barão de Itapetininga. Esse primeiro viaduto
durou até 1936. Com o crescimento da cidade, o intenso tráfego
de bondes e automóveis, a velha estrutura já não atendia
ao que dela se solicitava. A atual construção do viaduto do
chá é feita em concreto armado, com 110 metros de comprimento
por 25 de largura.
Rua
do Lavapés - Denominação de origem popular.
Lembra o hábito antigo das pessoas que entravam na cidade de São
Paulo pela baixada da Glória de lavar os pés no córrego
lá existente. Esse córrego era como que a divisa natural entre
a cidade propriamente dita e a zona rural. As suas águas se espraiavam
pelas várzeas doTapanhoin e nos períodos da cheia invadiam os
quintais das residenciais situadas nas suas margens.
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