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Numa noite de Natal, a sonhadora menina Clara ganhou de presente do seu padrinho
Drosselmeyer, um velho mágico, um quebra-nozes com a aparência
de um soldadinho de chumbo. Quando a ceia terminou, à meia-noite, estava
nevando e a menina voltou para pegar o brinquedo que ficou esquecido embaixo
da árvore que enfeitava a sala. Naquele instante, a árvore de
Natal começou a crescer e surgiram camundongos e soldadinhos. O quebra-nozes
aumentou de tamanho, tornou-se o chefe dos bonecos e juntos tentaram vencer
os camundongos através de uma misteriosa dança. A menina Clara
participou do combate e salvou o quebra-nozes, que se transformou em um belo
príncipe. Ele a levou para uma visita ao Reino das Neves e ao Reino
dos Doces, cuja rainha era a Fada Açucarada. Clara, sentada no trono,
assistiu a exibições de dança espanhola, chinesa e árabe,
entre outras. No fim, todos voltaram para a casa de Clara.

Os
quebra-nozes feitos em madeira entalhada mais antigos que se conhece datam
do século XV. Muitos dos quebra-nozes confeccionados ao longo dos últimos
séculos estão expostos no Museu de Quebra-Nozes Leavenworth,
nos Estados Unidos, onde há cerca de 3500 peças antigas e modernas
de vários tipos. Entre elas há umas que trazem animais, pássaros
e figuras humanas entalhados, provenientes da Suíça, Áustria,
Alemanha e norte da Itália. O sucesso deste utensílio era tamanho,
que no museu existem até bengalas com quebra-nozes entalhados na extremidade.



Na era Vitoriana, como era hábito servir frutas e nozes após as refeições, não podiam faltar à mesa os quebradores de nozes, feitos em porcelana e prata. O costume tornou célebre a frase: "da sopa para as nozes". Estes não eram os únicos materiais utilizados no seu fabrico. As peças em cobre foram amplamente produzidas na Índia, Nepal, Itália, Turquia, Grécia e Estados Unidos. Foram feitos também muitos quebra-nozes com ferro fundido com os formatos de cachorro, crocodilo, esquilo e águia. De tão populares, estes itens podiam ser comprados por correspondência nos Estados Unidos no final do século XIX e início do século XX. No entanto, quando se fala em quebra-nozes, a primeira imagem que surge na mente das pessoas é de um soldadinho de madeira por causa do sucesso dos bonequinhos quebradores de nozes criados na Alemanha na segunda metade do século XIX.

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ARTE E ARTESANATO A história do Quebra Nozes Pesquisa e texto: Danielle Giannini |
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