Conheça também a arte do Povo Inca

Edições anteriores:
GUATEMALA OU "GUATEBUENA", por Alerrandor Farias
TAILÂNDIA - SAWATDEE, por Ricardo Giannini
NOVA ZELÂNDIA -LIVROS, APOSTILAS E ADRENALINA, por Bruno Visconti
UM PEDAÇO DA ÍNDIA, por Helena Campiglia


Livros de todos os lugares do mundo? Na Cultura tem!


Machu Picchu estava na minha lista dos dez melhores lugares do mundo para visitar. Já esperava ver um lugar maravilhoso, com belas ruínas e muitas histórias. Quando cheguei ao Peru, descobri que a viagem seria bem mais especial do que eu imaginava.

Texto e fotos: Patrícia Bagdonas

Machu Pichu
Meu roteiro começou em Cuzco, cidade colonial e capital do Império Inca, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Considerada pelos incas o “umbigo do mundo”, foi construída numa região de ruínas de templos e palácios da antiga civilização. A cidade tem uma praça principal, a Praça de Armas, região onde se encontra comércio, restaurantes, hotéis e outras construções, além de outras tantas lojinhas e restaurantes. A cidade é movimentada, talvez até porque a maioria das pessoas passa por lá antes de ir para Machu Picchu ou para as ruínas próximas de Cuzco.
Praça das Armas
Praça das Armas
Próximo à praça, fica localizado um templo muito importante, o Qoricancha, que foi dedicado ao Deus Sol. O curioso é que o Convento de Santo Domingo foi construído justamente em cima do templo, então hoje vemos um mescla de convento e templo. Diziam que as paredes do templo eram revestidas em ouro, mas os espanhóis levaram tudo embora.
Praça das Armas
Para conhecer bem a história de todos estes lugares, o melhor é contratar um guia local, pois nas atrações turísticas não existem explicações sobre as ruínas e nada melhor do que ouvir um nativo contando com orgulho a história de seu povo.

Tanto na cidade como nas ruínas é possível apreciar o artesanato peruano, e prepare-se: você vai querer comprar muita coisa, principalmente pelo gosto de negociar e conseguir um ótimo preço pelas mercadorias. Recebi até uma oferta para trocar o meu relógio por uma malha de lã!
O povo é muito simpático, mas esteja preparado: se você quiser tirar uma foto com algum nativo, terá que desembolsar um troco, afinal é disso que eles vivem...

Depois que conheci Cuzco e arredores, segui para Machu Picchu. Há várias maneiras de se chegar lá, todas partindo de Cuzco. A mais comum é viajar de trem até Águas Calientes, um vilarejo ao pé da montanha de Machu Picchu, e depois seguir a pé pelo Caminho do Inca. Dá para escolher entre uma trilha longa (que dura uns 4 dias) ou fazer a trilha curta (um dia de caminhada).
Escolhi a trilha curta, pois fiquei com receio de passar mal com o famoso soroche (mal da altitude).
Águas Calientes
A cidade de Águas Calientes tem uma boa estrutura turística (lembre-se de que você está no interior do Peru, visitando ruínas!), e há de tudo um pouco: feirinha de artesanato próxima do ponto de ônibus para Machu Picchu, barraquinhas de artesanato encostadas no trilho do trem (é muito curioso ver isso, parece que o trem vai passar por cima de todos), restaurantes e lojas elegantes de prata. A atração mais intrigante são as termas, espécie de piscinas com água quente que emergem do chão de pedra. Por se tratar de água sulfurosa, o cheio não é muito agradável, além da cor escura, o que, para algumas pessoas, deixa a impressão deque a água é imunda. “Reza a lenda” que esta água é trocada sempre. Por prudência, lembre-se de levar um chinelo, pois os vestiários não são muito limpos e não tem chuveiro, o banho deve ser tomado lá fora, em umas duchas da água sulfurosa.
Águas Calientes
A viagem de trem de Cuzco até o início da trilha curta dura cerca de 4:30 horas. Compre seu bilhete com antecedência, pois todo mundo prefere o trem que sai às 6:30 h da manhã. Descemos do trem no Km 104 e começamos a trilha (é necessário comprar o bilhete para entrar no parque e o mesmo é solicitado em outro ponto mais adiante. A trilha é simplesmente maravilhosa, e conforme você vai subindo a montanha, o trilho do trem desaparece. A trilha curta tem 12 Km ou um pouco mais, e uma boa parte dela é aberta (sem vegetação para proteger do calor e do sol), mas não se preocupe: existem pontos de parada em lugares estratégicos, quando você pensa que não consegue mais dar um passo, você vê o quiosque. Mas não pense que é quiosque de praia, pois água mesmo só a que tiver em seu cantil. No trecho da trilha em que a mata é um pouco mais fechada, é possível ver uma rica fauna e se refrescar em uma pequena cachoeira.
Vista da trilha curta
Em vários lugares da trilha temos que subir degraus e passar por caminhos estreitos, mas tudo isso compensa pelo visual das montanhas e pelas ruínas que vemos pelo caminho, como a Winãy Wayna, que é um conjunto de casas interligadas por degraus,com estruturas de fontes (cascatas), como se fossem pequenas banheiras.
Um pouco depois das ruínas de Winãy Wayna, tem uma área de apoio ao turista, com banheiros, lanchonete e lugar para acampar.
Trecho da Trilha curta
Ruínas de Winãy Wayna
Depois de andar o dia inteiro, finalmente chegamos ao Portão do Sol, de onde se vê Machu Picchu bem de longe. Ainda a caminho das ruínas, encontramos uma pedra onde até hoje são feitas oferendas, em geral, de folhas de coca ou balas.

Machu Picchu –“Pico Velho” ou “Montanha Velha” – fica situada no município de Urubamba e é caracterizada por um clima morno e úmido, com chuvas de novembro a março. A paisagem é um espetáculo a parte de toda esta aventura: é inacreditável como construíram esta cidade entre as montanhas e como existem histórias interessantes sobre cada construção que restou. Antes de passear pela cidade, vá até o mirante e contemple cada centímetro da vista, você não se cansa de olhar. Repare nos picos nevados e nos chamados bosques de nuvens, que fazem com que o visual fique melhor ainda . A fauna e a flora são riquíssimas, sendo encontradas mais de 170 espécies de orquídeas na região.
Machu Pichu
Machu Pichu
Machu Pichu
Andando pela cidade encontramos várias referências ao conhecimento avançado que os incas tinham sobre astronomia. A maioria das construções aparenta ser residências, embora haja templos e outras edificações. Pela porta principal da cidade só entravam os nobres. Não se sabe ao certo o que era Machu Picchu – cidade ou santuário habitado pelo clero e “Virgens do Sol” (mulheres escolhidas). A área era dividida em setores agrícola e urbano. O setor agrícola é constituído pelas plataformas que cercam a cidade concebido com o objetivo de facilitar o cultivo e prevenir da erosão ocorrida por causa das chuvas. No setor urbano está o que restou das edificações que restaram da arquitetura inca, erguidas em grandes pedras trabalhadas.
Machu Pichu
Machu Pichu
Não só Machu Picchu como as outras ruínas espalhadas pelo Peru têm várias histórias, teorias e simbologias espetaculares, que não dá para contar. você tem que ir e se deslumbrar com o que restou de um passado de esplendor e mistérios, e que hoje é ainda reverenciado por um povo sofrido que esbanja simplicidade e simpatia.
Patrícia Bagdonas
Patrícia Bagdonas é analista de sistemas e programadora. Trabalha com consultoria de informática e tem grande interesse em história, principalmente medieval e arqueologia. Por isso escolheu conhecer o Peru e suas ruínas. Geralmente faz as viagens por conta própria.
Where a British flag is found, clicking on it, you will get an English version of the document.
Envie um e-mail lugaresdomundo.com - lugares, pessoas e histórias que você não pode deixar de conhecer!
Página Principal
 

DESARRUMANDO AS MALAS De Cuzco a Machu Pichu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

Design: Equipe lugaresdomundo.com
Direitos Reservados. Proibida reprodução total ou parcial sem autorização.