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DESARRUMANDO
AS MALAS
Nova
Zelândia |
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LIVROS, APOSTILAS E ADRENALINA!
O que era para ser um intercâmbio escolar, acabou virando uma
inesquecível aventura para Bruno Visconti, estudante brasileiro
de 17 anos, que escolheu a Nova Zelândia como morada durante seis
meses. Além da escola, rolou muito surfe e esportes de aventura,
com direito a bungy jump, skydive e noites dormidas em parques e estações
ferroviárias. Texto:
Danielle Giannini Posicione o cursor sobre as imagens para ler as legendas |
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Coragem
para saltar
Em Queenstown, cidade localizada a cerca de duas horas de vôo de
Gisborne, nosso corajoso aventureiro saltou de bungy jump de três
alturas diferentes: 42 metros só para começar a liberar
a adrenalina, depois encarou uma queda de 134m, e por fim, fez um salto
noturno de apenas 47 metros. Para chegar até lá, dispensou
o avião, preferiu sair de sua cidade de ônibus até
a capital Wellington, depois pegou um ferry boat até Picton, mais
um ônibus até Christchurch e outro até Queenstown,
onde desembolsou US$ 230,00 para se lançar aos ares! Quem conta
é o próprio estudante: "é simplesmente inacreditável
a altura dos saltos e a sensação que percorre todo seu corpo
antes, durante e depois do salto. A adrenalina correndo solta, a sensação
do medo e de insegurança: Será que a corda vai arrebentar?Será
que eu vou sair vivo? Porém todas essas sensações
de insegurança dão lugar à mais pura diversão
na hora do salto. Você sente um misto de liberdade e êxtase
ao mesmo tempo, liberando cada vez mais a adrenalina no sangue. Bom, tudo
isso durante cerca de, no máximo, 8 segundos, que é o tempo
de queda. Eu experimentei uma emoção completamente diferente
de tudo que eu já havia sentido antes e tenho certeza de que essa
aventura ficará marcada na minha memória durante o resto
da vida, como também marcará a vida de todos os meus amigos
que pularam junto comigo: Aníbal, Marcelinho e Johnny.” |
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| As
quedas não pararam por aí
Quem pensa que Bruno Visconti ficou satisfeito com os saltos de bungy jump em Queenstown, está enganado, ele ainda tinha adrenalina de sobra para liberar em solo – ou ares – neozelandeses. Durante sua viagem ao país, reservou um tempinho para saltar de paraquedas de uma altura de 12 mil pés na cidade de Taupo, que fica a cerca de quatro horas e meia de ônibus de Gisborne. Para chegar lá, encarou um ônibus até Rotorua e outro até Taupo. O passeio custou US$200,00 e rendeu lembranças de empolgar qualquer um. O brasileiro fez questão de narrar cada segundo do passeio: “O motor do avião ligando, as hélices em movimento e quando você menos espera, está no ar. O avião sobe lentamente e a vontade de pular vai dando lugar ao medo. A paisagem é simplesmente maravilhosa, com o Lake Taupo abaixo e montanhas cobertas de neve ao redor. A conversa com o instrutor serve para dar confiança no salto e tirar um pouco do medo. O avião chega finalmente aos 12 mil pés de altura e a porta se abre. Meu amigo Aníbal salta primeiro e some nos ares frios e limpos da cidade de Taupo. Não demora 30 segundos e está na minha hora de pular. Vou para a porta do avião, dou um sorriso para a câmera e “Jump". |
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A adrenalina começa a correr solta no corpo, a velocidade é extrema e a paisagem deslumbrante, provavelmente a mais bonita que eu já vi em toda a minha vida. Você tem 45 segundos de queda livre para gritar, rir, chorar e curtir o visual. O chão está bem longe e você vê todos os carros bem pequenos lá embaixo. Passados 45 segundos, o paraquedas se abre: é o fim da queda livre e o início de um passeio de mais ou menus 7 minutos até o chão, onde você curte mais um pouco do visual e aprende brevemente como se dirige um paraquedas. É então hora de chegar em solo firme e o instrutor diz: ‘Levante as pernas e deixe que sua bunda encoste no chão para pousarmos’. É o fim de uma das sensações mais marcantes da minha vida, cheia de emoção e adrenalina”. |
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| Agora com os pés no chão
Nem só de saltos e quedas se faz uma grande aventura. Faz parte
do menu de atrações da Nova Zelândia um passeio pelo
Abel Tasman National Park, onde há uma profusão de verde
e águas cristalinas, em trilhas e praias de tirar o fôlego.
O parque fica na Ilha do Sul, a cerca de uma hora de vôo de Gisborne.
Bruno mais uma vez foi de ônibus até Wellington, onde tomou
um ferry boat para Picton e outro ônibus até a entrada do
parque, onde passou três dias por US$20,00, sem direito a luz elétrica
e muito menos a banho quente! Segundo o estudante, “você
inicia uma caminhada em Maharau, onde fica a portaria do parque e caminha
mata adentro, passando por rios, cachoeiras e praias maravilhosas. O local
é uma reserva nacional, portanto não existe coleta de lixo
e energia elétrica. Isso significa que você deve levar consigo
comida e um fogão portátil para cozinhar, além de
ter que carregar todo seu lixo durante a permanência do parque.
Banho? Só se for gelado no rio. Banheiro? Existem alguns espalhados
pelas áreas de camping do parque. Para dormir, é necessária
uma barraca ou pode-se optar por passar a noite em áreas cobertas
com alguns colchões, chamadas “Huts”. Lá é
possível dormir sem ter medo da chuva, o único problema
é o frio, por isso não é bom esquecer de levar um
sleeping bag. O parque tem uma extensão total de 48km de trilhas,
das quais eu e meus amigos percorremos 42km. |
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Pessoal que freqüenta? São todos turistas, de várias regiões do mundo, como Brasil, Estados Unidos, Bélgica, Iraque, Alemanha, etc. Para se localizar dentro Abel Tasman National Park, você segue um mapa e uma tábua de marés, pois há locais por onde só dá para passar quando a maré estiver baixa. No primeiro dia, andamos 21km, um percurso supercansativo, porém todo o cansaço é recompensado pela beleza natural da fauna e da flora locais”. Essas e outras atrações fizeram Bruno Visconti gostar ainda mais da Nova Zelândia, um país distante que recebe os brasileiros com muito carinho. "É
um país que está entre os mais belos do mundo. Você
tem desde praias até montanhas cobertas por neves num país
relativamente pequeno, tanto em extensão quanto em população,
tendo apenas cerca de 3 milhões de habitantes. É um país
que oferece excelente qualidade de vida à população.
Brasileiro por lá é tratado como rei e tem uma receptividade
fora do comum. Todos irão recebê-lo de braços abertos
e abrir as portas de casa se você precisar. Se você for homem,
o lugar não podia se melhor, pois a mulherada adora brasileiro...
não dá tempo de respirar... meus amigos Aníbal, Marcelinho,
Johnny e Brunet podem confirmar isso. |
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Bruno morou seis meses na cidade de Gisborne, onde o clima é bom e os habitantes, amigáveis. É um prato cheio para quem gosta de surfar, pois lá estão algumas das melhores praias para a prática do esporte no país. Ele estudou no GISBORNE BOYS’ HIGH SCHOOL, um colégio só para meninos, algo normal para eles, porém muito estranho e diferente para a garotada do Brasil, acostumada com colégios mistos. O brasileiro fez seu intercâmbio através do Student Travel Bureau – STB-, que lhe deu total apoio e ajuda quando foi preciso, com a família, escola ou com viagens de férias. A agência tem uma equipe de apoio na Nova Zelândia, que está sempre pronta para ouvir qualquer dúvida, pergunta ou sugestão. |
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| Em tempo, Bruno manda o recado... Quero
mandar um abraço para os camaradas: Johnny, Aníbal, Marcelinho,
Brunet e um beijo para a mulherada: Júlia, Marina, Ge, Stephanie,
que estavam sempre que possível mantendo contato ou viajando com
a gente pelo país. Quem estiver planejando um intercâmbio para a Nova Zelândia, pode pedir umas dicas para Bruno Visconti pelo e-mail: brotherlocal@ig.com.br Informações
sobre o salto de bungy jump: www.ajhackett.com |
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