Na “Terra da Eterna Primavera”, o passado e o presente convivem em colorida harmonia, numa profusão de belas paisagens. Localizada na América Central, tem como vizinhos México, El Salvador, Honduras e Belize; ao sul é banhada pelo encantador Oceano Pacífico. Na Guatemala, passeios interessantes não faltam seja para quem gosta de história, seja para os apaixonados por aventuras. Caminhar por ruínas da antiga civilização maia ou escalar um vulcão ativo são opções para agradar a todos que se dispõem a conhecer a Guatemala.
"Depois de percorrermos cerca de 45 km em terras guatemaltecas, deparamo-nos com uma exuberante natureza, marco do Vale do Panchoy, ou "Valle del Lago" _ a cidade encontra-se como que recostada e dormente em um vale onde antes havia um lago, por isso o nome_, onde vislumbramos, ao pé do vulcão Agua , a mágica e histórica cidade de Antigua Guatemala.

Nos séculos XVI e XVII, a cidade, que se constitui num dos maiores atrativos turísticos do país, foi uma Capitania Geral chamada Santiago de Los Caballeros de Guatemala e, em 1979, declarada pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade.
Cristina Gyselynck Rösel viajou até lá e nos conta o que viu em Antigua Guatemala, cidade colonial situada a 30 minutos da atual capital, a Cidade da Guatemala.
Os que percorrem as ruas pavimentadas com pequenos empedrados têm a sorte única de experimentar o encontro com uma história que transcende as fronteiras. Nela, misturam-se duas culturas: a maia e a espanhola. A primeira estendeu-se por 324.000 km², desde o sul do México, passando por El Salvador, Guatemala, Belice, o ocidente de Honduras e perdurou três milênios. A segunda colonizou a Guatemala e foi Pedro de Alvarado quem fundou a cidade de Antigua no ano de 1541, que foi, durante mais de 200 anos, a sede das mais altas instituições administrativas, judiciais, militares e eclesiásticas das cidades centro-americanas. Com a chegada dos espanhóis, teve início um novo processo educativo e religioso no país, sob as ordens dos domínicos, franciscanos, agostinianos e jesuítas. Também existiram dois mosteiros femininos: o da Sta.Catarina e o das Carmelitas descalças. (s.XVII).
No cenário que o viajante encontra hoje em Antigua, é possível apreciar suas majestáticas construções coloniais, sacadas, janelas e lampiões em ferro forjado, resplandecendo num clima paradisíaco, transmitindo a nítida sensação de que naquele lugar o tempo não imprimiu seus sinais. Chamou muito minha atenção a gentileza e afabilidade do povo, fortemente marcado pela presença indígena. Tal presença é evidenciada pela indelével tradição ancestral visível na pujança do colorido das peças artesanais - tecidos, objetos, mascaras - vendidas no povoado-mercado de Chichicastenango. Vale ressaltar que mais da metade da população guatemalteca é constituída por descendentes diretos dos maias, que falam alguma das 28 línguas reconhecidas pelos lingüistas.
Ao deixar Antigua, experimentei a rara e deliciosa sensação de que ainda é possível escapar aos vícios inerentes à vida conturbada das grandes cidades e vivenciar "a paz".

Cristina Gyselynck Rösel em visita a Antigua Guatemala.

Leia mais sobre a Guatemala na seção Desarrumando as Malas: GUATEMALA (OU "GUATEBUENA"), por Alerrandro Farias

Veja outras imagens de Antigua Guatemala na Galeria de Fotos.



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Nobres, MT: Belezas naturais pouco conhecidas.
Birka, Suécia: Outro lugar do mundo que merece uma visita.

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LUGARES DO MUNDO Antigua Guatemala

Por: Cristina Gyselynck Rösel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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